domingo, 18 de outubro de 2015

Atendimento Psicológico Online

O texto proposto pelo grupo (O Atendimento Psicológico Online: aspectos éticos do uso da internet - Juliene Anton, 2013) aponta com clareza que o atendimento online realizado por psicólogos "não deve ser um atendimento terapêutico, não sendo capaz de oferecer 'cura' ou melhora para psicopatologias, mas sim um trabalho de orientação.
Ao pesquisar sites de atendimento psicológico online, é possível encontrar descrições do trabalho que corroboram com a afirmação da autora. O atendimento é chamado de "orientação online" e aponta como obejetivos "dar suporte emocional, promover acolhimento e orientação sobre questões que estejam angustiando aqueles que nos procuram, com a facilidade de estar acessível e ao alcance de um computador" (PAVAN e SEGAL). As psicólogas destacam que "essa modalidade de atendimento apresenta um objetivo diferente da psicoterapia presencial. Trata-se de uma ferramenta de trabalho que é focada em queixas específicas. Não substitui a psicoterapia presencial [...]".
As vantagens dessa modalidade de atendimento são claras: acessibilidade, maior conforto, evita gastos de tempo e financeiros com deslocamento, além da diminuição de custos para o profissional.
Fica claro que não existe consenso sobre o assunto entre os profissionais, assim como não houve consenso no momento do seminário, entre os participantes. Apontou-se a preocupação em relação ao setting, ao sigilo, à ética e à eficacia, comparando-se estes pontos em relação à psicoterapia presencial. Foi pesquisada em sala a resolução do CFP que regulariza a prática, na qual é determinado o que é e não é permitido, inclusive indica que não é permitido curar psicopatologias. Apontamos que a ética do profissional deve ser a mesma tanto no consultório físico quanto nos atendimentos online, que o contrato entre o profissional e o cliente deve ser estabelecido independentemente da modalidade de atendimento e que este deverá conter as características do atendimento, inclusive do setting.
Acredito que um bom fechamento para esse debate tenha sido o que falou a Kind, que é preciso pensar "o quanto a gente demoniza e o quanto a gente aproveita", e que devemos evitar posicionamentos polarizados e precoces.

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